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TANTO JUTSU
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Tantojutsu ou Arte da Faca (faca
feita sob mesmo padrão das espadas japonesas) é basicamente
dividido em duas formas:
Tanto - tipo de faca usada no Japão.
Aikuchi - tipo de faca mais curvada usada no Japão.
A arte do Tantojutsu também pode ser dividida por idade,
sendo as formas mais clássicas e Tradicionais citadas como
Koryu e as formas mais modernas, que já
envolvem conceitos recentes (a partir do séc. XIX) citadas
como Kindai. Topo |
A prática do Tantojutsu medieval
Por fazer parte da classe das Daisho,
a tanto foi sempre estudada como disciplina importante para a formação
de um guerreiro ou samurai. As facas, para o combate a uma distância
mais curta que a espada, eram utilizadas por sua agilidade e capacidade
de se harmonizar com as mais diversas angulações e
direções.
Dentro do Kaze no Ryu, ou estilo do vento, praticado pela Kyudoshin
Bugei Kay Kan, descendente da Ogawa Shizen Kay, que mantém
essa Tradição já há mais de 400 anos,
a arte da tanto é vista sob o prisma da realidade e da não
fantasia, o que a torna uma entre as mais minuciosas e perigosas.
A arte da faca sempre teve uma atenção especial pela
riqueza de movimentos e estudos de anatomia, para tornar o mais
eficiente possível a aplicação das técnicas
de combate com a faca.
Hiroshi Ogawa, Saiko Shidoshi responsável máximo pela
Ogawa Shizen Kay, adaptou a forma do Koryu Tantojutsu (formas clássicas)
para o Kindai Tantojutsu (formas modernas) de defesas urbanas (ShiHogo
e ToshiHogo). Topo |
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A HISTÓRIA DA ESPADA JAPONESA
Durante do período Jokoto (800 dC), as espadas
usadas eram retas, com fio simples ou duplo e pobremente temperadas.
Não havia um desenho padrão, e eram atadas à cintura
por meio de cordas. Evidências históricas sugerem que elas
feitas por artesãos chineses e coreanos que trabalhavam no Japão.
As primeiras espadas que se tornaram a arma padrão do samurai
foram feitas pelo ferreiro Amakuni, em meados do século VIII.
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A adoção do eficiente
fio curvado foi um grande passo tecnológico para a época,
que coincidiu com as melhorias nas técnicas de temperamento.
A era de ouro da manufatura de espadas deu-se sete séculos
mais tarde, entre 1394 e 1427. De qualquer modo, quando se estabeleceu
a infantaria de massa em substituição à cavalaria
das épocas anteriores, a pesada espada do tipo "tachi",
que servia ao cavaleiro montado, foi substituída pela leve
kataná, mais curta. Antes, o cavaleiro portava a espada com
a lâmina para baixo e a desembainhava em um movimento para
cima, de modo que não ferisse o cavalo. Já a kataná
passou a ser portada com a lâmina voltada para cima. |
Tal mudança na forma de porte da espada significou
o início de um método de combate completamente novo, que
teria um efeito dramático no modo como o samurai encarava a guerra.
Com a espada segura firmemente na cintura, o samurai a sacava e cortava
rapidamente num só movimento, defendendo-se sem precisar sacar
primeiro e só então adotar uma postura defensiva. Desde
então, o Kenjutsu (uso da espada já sacada)
e o Battojutsu (saque e corte imediato) tornaram-se
disciplinas separadas, porém paralelas. Várias escolas
e sistemas se estabeleceram, então, para o ensino de ambas.
| Durante o Sengoku Jidai, a falta
de um governo central forte encorajou os daimyo a lutar entre si
para expandir territórios. Cresceu a demanda por armas, e
os ferreiros iniciaram uma produção em massa de espadas
de baixa qualidade. Antes, o aço era cuidadosamente elaborado,
forjado e temperado num processo artesanal. Depois, passou a ser
importado de forma já pronta, para facilitar a forja rápida.
A espada resultante, embora bela, era menos durável e imprecisa.
A verdadeira beleza da espada está em sua precisão,
durabilidade e aparência. Só quando esses três
elementos estão combinados, a arma terá boa performance
nas mãos do espadachim. |
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Espadas que avariam em contato com um objeto duro,
ou que revelam uma parte interna de baixa qualidade, não podem
ser consideradas legítimas "Nippon To"
(espadas japonesas). Não merecem compartilhar da reputação
estabelecida pelas lâminas dos grandes mestres ferreiros, que
produziam com métodos tradicionais. Hoje, apenas as escolas de
Toyama e Nakamura fazem o teste de corte (tameshigiri).
No final da batalha de Sekigahara, em 1600, venceu o general Tokugawa
Ieyasu, e seguiram-se trezentos anos de paz.
Nesse período, não havia outro modo de testar uma espada
senão pelo corte de corpos de criminosos mortos. Portar espada
era proibido, segundo a lei de 1876. Desde que surgiu um interesse no
Ocidente pelas artes marciais do Japão, estipulou-se que a verdadeira
arte da espada morreu com a restauração Meiji, ou logo
após o uso de espadas pelos samurais ter sido esquecido. Alguns
historiadores afirmam que a arte da espada começou a declinar
após a batalha de Sekigahara, no período Tokugawa, e nunca
mais foi recuperada. A conclusão é que a arte da espada
morreu no final do século XIX.
Felizmente, nada disso é verdade. Em 1875, no começo da
era Meiji, o Japão vislumbrava seu moderno futuro industrial
e a Toyama Gakko, sob nova direção, provou ser o veículo
a carregar a tradição da espada rumo ao século
XX. Fundada para treinar guerreiros militares, além de outras
disciplinas, sua base era o "Gunto Soho", ou "método
da espada militar". Essa combinação de técnicas
de antigas escolas famosas, principalmente a Omori Ryu, e sua adoção
pelo exército, levou mais tarde à fundação
da escola Toyama de espada, em 1925. Outras escolas, entretanto, não
obtiveram o mesmo sucesso. Escolas que antes ensinavam os antigos métodos
de samurai agora voltavam-se ao mercado de massa. Em 1870, muitos dojos
na área de Tóquio ensinavam técnicas menos vigorosas.
Quando o Kenjutsu dos samurais tornou-se o Kendo do praticante comum,
muito da tradição foi perdido.
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Porém, as artes tradicionais
ainda sobreviviam em algumas escolas militares. Até hoje,
o Battojutsu permanece pouco conhecido fora dos círculos
militares. A beleza dessa arte consiste em sua simplicidade e eficiência
mortal, sem posturas artificiais ou teatrais. Ela é simplesmente
uma maneira eficiente, prática e rápida de cortar
um oponente num decisivo ato de auto-defesa. Seu poder destrutivo
é devastador. O Battojutsu pode apenas ser aprendido em uma
escola tradicional onde os métodos antigos, baseados numa
experiência de combate real, ainda são seguidos. Então,
o método do corte pode ser compreendido em sua plenitude.
Topo |
IAIJUTSU
Iaijutsu é a arte de desembainhar a espada,
praticada com as técnicas de combate, que vão sendo ensinadas
durante o treinamento. Praticado hoje como um dispositivo automático
de saque, favorece a autodisciplina, o aprimoramento da coordenação,
e melhora a postura. Na maioria dos estilos, as técnicas reais
de corte são válidas mas, para a prática do Iaijutsu
com fins de defesa ou de guerra, a exatidão é absolutamente
necessária.
Algumas versões afirmam que as artes da espada que conhecemos
hoje começou, provavelmente, com Iizasa Choisai, o fundador do
Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu. Essa escola incluiu o uso de muitas
armas, como a lança, e o arremesso de facas.
Uma grande parte do seu currículo consistia no saque rápido
e no uso imediato da espada na autodefesa. Esta seção
de seu estudo é chamada Iaijutsu.
Hayashizaki Jinsuke Shigenobu (1542-1621) tem a reputação
de ter recebido uma inspiração divina que conduziu ao
desenvolvimento de sua arte, chamada Muso Shinden Jushin Ryu
Battojutsu.
Batto significa simplesmente "cortar
com a espada". O ponto em comum a ambas escolas, como em muitas
outras escolas de espada que tratavam predominantemente do corte
com a espada, era que essa arte era praticada na forma de katás.
Como então pode uma arte marcial ser realmente eficaz, sendo
praticada através de kata, contra um oponente imaginário?
Essa é uma pergunta muito mais difícil do que parece.
O problema começa ao se tentar a definir 'eficaz', e ao considerar
que 'resultado' é desejado. Naturalmente, no kata não
há nenhuma oportunidade de se provar sua técnica no
combate repetidas vezes porque, como no kenjutsu, não há
nenhuma oportunidade de modificar seus movimentos em resposta àqueles
de seu oponente. |
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Sob a ótica das artes marciais do mundo moderno,
é fácil tratar superficialmente as artes de espada tradicionais
e de criticá-las como impróprias, simplesmente porque
não andamos pela rua carregando uma espada.
O artista marcial tem como dever evitar o combate. Isso era explicado
há milhares de anos por Sun Tzu na "Arte da Guerra"
e mais tarde por mestres da estratégia. O artista marcial que
treina inteiramente e corretamente, dirigido por um sensei, desenvolverá
uma habilidade de reconhecer situações difíceis
e de evitá-las antes que se transformem em um problema, minimizará
o conflito, ou manterá um estado de corpo-mente que não
ofereça oportunidades para um agressor. Este é o sentido
do Iaijutsu.
O kanji (caráter) ' I ' pode também ser lido como 'itte'
e ‘ai' como 'awasu' na frase 'awasu do ni do kyu do itte do ni
de Tsune' que significa: "onde quer que você vá e
o que quer que você faça, esteja preparado sempre".
Estar preparado não é só ter um estado de mente
ciente, mas tê-lo treinado rigorosamente de modo que, se necessário,
uma técnica decisiva possa ser usada para finalizar um conflito.
Com uma espada, naturalmente, o corte é mortal. Portanto, o estudo
dos Kata é muito difícil. Topo
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